[REVIEW] Mulher-Maravilha

Mulher-Maravilha é o que um filme solo e de origem deve ser: claro, simples e coeso. Não há nada de grandioso ou extravagante no roteiro e está dentro do que pode ser considerado aceitável para a maior heroína de todas. Conhecemos uma Diana completamente diferente da que vimos em Batman vs Superman e desvendamos a história por trás dessa heroína.

Ainda assim, estamos falando de um filme de super-heróis e em sua jornada de autodescoberta, Mulher-Maravilha tem muito de jornada do herói, com etapas que se dividem e misturam, amadurecendo a personagem em diversos aspectos, um de cada vez.

No caso de Diana, temos primeiro a Ilha de Themyscira e conhecemos a história por trás da criação das amazonas, com excelentes atuações de Connie Nielsen e Robin Wright como Rainha Hipólita e General Antíope, respectivamente. A passagem pelo lugar de criação de Diana é breve, entendemos pouco do funcionamento dessa sociedade, mas o pouco que é mostrado – com ar de descoberta mística – é suficiente para entendermos a decisão de Diana de deixar tudo para trás e acompanhar Steve Trevor.

No mundo dos homens, em meio à Primeira Guerra Mundial, Diana não consegue entender como funciona aquela sociedade, como existem tantas desigualdades e como os homens se matam por tão pouco. A partir daí temos uma mistura da fase de George Pérez com a de Brian Azzarello e um pouco da Era de Ouro. Essa mistura acaba tornando o filme uma história única para a personagem, mas com um tom de quadrinhos muito presente. Conseguimos ver a personalidade da Mulher-Maravilha ali, do mesmo modo em que vemos em muitas histórias dos seus 75 anos.

O tom do filme oscila entre momentos mais leves e de inocência com um drama sombrio realista. Talvez o maior problema do filme seja a falta de conexões com o resto do DCEU. Como história fechada, o filme funciona tão bem quanto O Homem de Aço, mas como peça fundamental para a grande orquestra que está sendo o Universo DC nos cinemas, o filme não apresenta relevância. Nesse quesito, a bomba que foi Esquadrão Suicida contribuiu bem mais.

As cenas de ação ao longo do filme são bem distribuídas, de forma a manter o ritmo da fita. Sempre tendo Diana em foco, os close-ups e o slow motion da diretora Patty Jenkins nos ajudam a entender o que está acontecendo durante as cenas mais movimentas. Seja em Themyscira ou no front da Primeira Guerra Mundial, as cenas são de tirar o fôlego.

O protagonismo da Mulher-Maravilha aqui representa tudo o que procuramos em anos de representação feminina falida. Temos feminismo e crítica social, mas de forma tão sutil que nos leva a refletir sobre esses problemas da nossa sociedade. Mulher-Maravilha é um excelente filme sobre representatividade, e a direção de Patty Jenkins merece todos os méritos.

Mesmo com pequenos problemas de coesão com seu universo estendido, Mulher-Maravilha é um filme espetacular. É a apoteose de 75 anos de mitologia da maior heroína de todos os tempos. Se estamos considerando esse o começo de uma franquia cinematográfica para a personagem, foi mais do que positivo.

  • O Homem do QI200

    Assisti MM ontem e achei muito bom, tem gente que me critica, mas é apenas minha opinião, não gostei da parte da luta dela com o Ares e isso mais devido ao personagem do Deus da Guerra, achei o personagem no filme mal desenvolvido, ou seja, foram apenas esses 10-15min da LUTA entre eles que não gostei, pois destoava do quão bom foi o filme. As atuações da Connie Nielsen, Robin Wright, Chris Pine e principalmente da Gal Gadot foi demais. Dava pra perceber o quanto a MM estava sofrendo com as consequências da guerra em suas expressões, gostei bastante do Trevor e a cena da história da criação das Amazonas foi sensacional. E como disse a parte do Ares, só não gostei da luta, pq na parte que ele se revela a Diana e mostra como mexeu cada peça do tabuleiro para que tudo fosse construído e principalmente quando diz que apesar de tudo isso foram os humanos que causaram a guerra pq as pessoas são ruins foi demais. Após MoS, a DC voltou a acertar com a mão cheia e agora é só aguardar LJ.