[REVIEW] Action Comics: Path of Doom

Com a iniciativa Rebirth, as revistas da DC foram relançadas com numeração zerada, enquanto Action Comics e Detective Comics retornaram para sua numeração original – Action Comics, que tem como foco o Superman, foi também a revista onde o personagem estreou em 1938. Durante anos, Action Comics serviu como uma segunda revista para o Homem de Aço e nunca teve sua publicação zerada até 2011 – com o reboot d’Os Novos 52 -, onde a ideia de recomeçar tudo do zero foi executada de uma forma não tão bem planejada.

Porém, com DC Universe: Rebirth #1, a Editora das Lendas resolveu abraçar seu legado e, assim, retornou não só com personagens clássicos – como a reintrodução do Wally West e Johnny Trovoada -, mas também com a numeração antiga de seus mais antigos títulos.

Action Comics ficou nas mãos de Dan Jurgens, veterano na indústria dos quadrinhos e bastante conhecido por seus trabalhos como A Morte do Superman, Zero Hora e a criação do Gladiador Dourado. Com tudo isso na mesa é notável que, quando o editorial deixa, Jurgens faz alguns trabalhos competentes, e grande parte de suas bombas foram culpa de outros fatores. Mesmo assim, ele é bom no que faz.

Action Comics (2016-) 957-010

Em Action Comics: Path of Doom (Caminho da Destruição, numa tradução literal) somos apresentados à uma história do Superman como não tínhamos há anos. Logo de cara temos Lex Luthor trajando o símbolo da casa de El e clamando ser o novo Superman. O Superman pré-Flashpoint não fica muito feliz ao ver isso e vai para o local, se revelando para o mundo e deixando todos confusos, afinal, o Superman deste mundo estava morto. Como desgraça pouca é bobagem, além do Superman aparentemente retornar dos mortos, Clark Kent aparece em meio aos civis. Todos que já estavam confusos começaram a surtar.

Action Comics (2016-) 957-020

No meio do caos, a Lei de Murphy ataca e, para fechar com chave de ouro, Apocalypse aparece no meio da cidade. Entretanto, não este não é o Apocalypse d’Os Novos 52, mas sim monstro que matou o Superman durante o pós-Crise! E ai, meus amigos, saiam da frente. Enquanto Luthor tenta evitar baixas civis, Superman decide tirar Apocalypse do planeta para poder lutar com toda sua força. O arco inteiro é focado na batalha dos titãs e no desespero de Superman, que já morreu numa luta contra Apocalypse. Ele sabe que seu filho está em casa assistindo a briga pela TV e também sabe que ele não pode morrer de novo. A vida de muitos inocentes e de sua própria família está em risco. Perder não é uma opção.

Action Comics (2016-) 957-022

Diferente da história contada na revista Superman, Action Comics não explora o lado mais humano do Homem do Amanhã e sua relação cotidiana com sua família. Path of Doom é, de fato, uma história do Superman, com o maior poder que esse significado tenha. Isso fica bem claro nas cenas de luta, onde o Homem de Aço não se segura, e nem deve, afinal, é o monstro que o matou uma vez, e ele não pode morrer de novo. Felizmente, Dan Jurgens não se esquece que, embora seja uma aventura do Superman, ele não é mais apenas um herói. Ele é pai de família agora o pensamento de ter sua esposa e seu filho em perigo parece motivá-lo ainda mais para protegê-los. O roteiro acaba tendo um final inesperado e empolgante, e ainda serve como prelúdio para uma trama maior que está lentamente se construindo ao redor do Universo DC.

Path of Doom é um excelente arco de uma revista promissora. Sua execução foi interessante e entregou o que prometeu de forma satisfatória. A evolução de Lex Luthor continua e, agora, ele tem o benefício da dúvida daquele que outrora o considerava seu pior inimigo. Para os leitores, resta esperar para ver se o encontro entre os Clark Kent irá manter a qualidade da revista.

Nota: 8,5/10

  • !$@@¢

    Action Comics está incrível!!

    • Matheus Skywalker

      SIM! Uma das melhores revistas dessa leva.