Primeiras Impressões – Dark Nights: Metal

Scott Snyder, ao longo de várias entrevistas para promover Dark Nights: Metal, sempre deixou claro que o evento de verão da DC Comics será grande, épico e que marcará profundamente a mitologia da DC Comics. Durante Dark Days, tivemos uma amostra da proposta de Snyder, que posicionou peças em um grande tabuleiro cósmico, deixando os leitores ansiosos e curiosos para verem os mistérios levantados serem resolvidos.

Eis que, finalmente, Dark Nights: Metal #1 é lançada, e o resultado foi, no mínimo, decepcionante.

Grandes eventos de quadrinhos geralmente são caracterizados por estabelecer um ritmo de urgência na história. Se uma invasão vai começar e os heróis foram pegos de surpresa, precisamos sentir o clima de emergência. Foi assim com Crise Final, Noite Mais Densa e até mesmo com Vilania Eterna. Não é uma obrigação do roteirista seguir essa fórmula, mas ele precisa estabelecer uma urgência em sua história. Scott Snyder nos enrolou por quase 80 páginas com os prequels Dark Days, então era esperado que ele se dedicasse à uma abordagem mais direta da trama na primeira edição de Metal.

As primeiras 10 páginas da edição são dedicadas à uma confusa luta – proporcionada majoritariamente pela arte inconstante de Greg Capullo – da Liga da Justiça no Mundo Bélico de Mongul. É divertido ver a equipe formar um Megazord para lutar contra o vilão e expressa bem o tom de megalomania da história vendida por Scott Snyder, mas ao longo do confronto o leitor fica se questionando em que momento a trama principal vai começar. Fomos magnetizados por dois prequels, o que nós queríamos agora, de fato, era o início da grande aventura envolvendo o mistério do Metal. Ao longo das 10 primeiras páginas, a sensação de construção de mistério dá lugar à enrolação.

Quando a história engata, recebemos algumas das respostas esperadas, embora muitas outras sejam levantadas. O mais interessante da segunda parte da edição é o retorno de Kendra Saunders e do Tornado Vermelho, cada um cumprindo novas funções interessantes que podem estar relacionadas com futuros títulos da linha Dark Matter. Em contrapartida, não tivemos vislumbre do inimigo, com a ameaça inicial sendo resumida à um cataclismo em Gotham City causado pela montanha dos Desafiadores do Desconhecidos – e que gerou pouquíssima reflexão por parte dos heróis.

O saldo final não é ruim, mas ficou muito aquém do esperado para uma edição #1. O roteiro é competente, e apesar de alguns deslizes – como tornar outros personagens ignorantes para o Batman parecer mais inteligente -, continua com a proposta apresentada em Dark Days. O grande medo é saber se Scott Snyder vai manter o nível, ou se vai perder as rédeas da história em sua conclusão.

  • Dumas Barão

    Não sou muito fã do Snyder, mas ele tá colocando o Gavião Negro de volta nas paradas

    • O Homem do QI200

      O Bryan Hitch e mais um que não lembro vão trabalhar em uma nova HQ do Gavião Negro

      • Dumas Barão

        Bryan Hitch ? Hiiiiiii

  • Dumas Barão

    Tá curtindo muito o visual do Aquaman, me remetendo à fase do Peter David…

  • O Homem do QI200

    Verdade, achei divertida a edição, teve coisas interessantes como introdução, o Mundo Bélico, o mapa do multiverso e a presença do Daniel, mas foi um capítulo bem normal.

  • Eduardo Faria Guimarães

    Estou com grandes expectativas nessa saga,já na primeira edição tem um mapa do Multiverso fazendo referência ao mapa que o Grant Morrison fez a algum tempo do Multiverso DC e pra completar temos a volta de Sandman ao Universo DC.

    Definitivamente essa mega saga vai vender horrores,ainda mais o Batman sendo o protagonista,estou com grandes expectativas com Scott Snyder e espero boas consequências para essa mega saga para o Batman.