Primeiras impressões: Batman & Robin Eternal

A DC Comics parece ter lucrado mais do que o esperado com Batman Eterno, e uma sequência no mesmo molde de revista semanal, lógico, era inevitável. Batman & Robin Eternal estreou com a responsabilidade de fazer o que sua série predecessora não fez: explorar uma história envolvendo o universo do Batman que não perdesse o ritmo. Para conseguir cumprir essas expectativas, o tempo da revista foi diminuído; ao invés de durar as habituais 52 semanas, como Batman EternoBatman & Robin Eternal irá durar apenas 26 edições. É desanimador para os fãs mais ávidos do Morcego, mas em compensação, dará aos autores mais dinâmica na construção do roteiro.

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Argumentada por Scott SnyderJames Tynion IV, com roteiro de Tynion IV, Batman & Robin Eternal conta uma aventura de mistério envolvendo os protegidos de Bruce Wayne, que precisam lidar com uma vilã (ou vilão, o gênero ainda não foi revelado) chamada Mother. Só que o mais interessante é que, como a história segue os eventos de Endgame, Bruce não é mais o Batman, e está sofrendo de amnésia (que até então está diagnosticada como crônica). Logo, seus pupilos terão que se virar para desvendar esse mistério.

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Tynion IV & Snyder, respectivamente.

Uma das promessas da série é o retorno da antiga dinâmica da bat-família, e parte disso já foi cumprido com a inclusão de Cassandra Cain na história, que parece ser uma peça chave para decifrar o quebra-cabeça.

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Por se tratar de uma série semanal, vários artistas assumirão os desenhos da revista. O primeiro, para encorpar o time criativo, foi Tony Daniel (Batman RIP, Exterminador). Daniel sempre foi um artista competente, e seus desenhos passam uma energia imponente. Porém, o seu maior inimigo é o tempo. Revistas semanais possuem um prazo de entrega mais curto do que o normal, e isso prejudicou bastante a arte. Expressões faciais são mal desenhadas (a nível Jim Lee), e até mesmo as splash pages – uma das especialidades de Tony Daniel – não são tão poderosas como de costume. Em compensação, sua narrativa visual continua boa, com quadros de lutas e movimentos deveras competente. Mas aconselho que quem vá continuar acompanhando a série a se acostumar; poucos são os artistas que conseguem fazer um trabalho excelente em pouco tempo, e a previsão é que 90% da série seja mal desenhada.

A primeira edição possui bons e divertidos momentos, porém a única coisa que me preocupa é o cliffhanger. Quem acompanha o Batman de Scott Snyder sabe que ele é um megalomaníaco que gosta de acrescentar elementos chocantes em suas histórias para disfarçar seus finais medíocres e seus retcons nonsense, e o final da primeira edição de Batman & Robin Eternal me remete à isso. Espero que com o passar das edições, Snyder deixe seus vícios de roteiro de lado e permita que James Tynion IV trabalhe sua competente narrativa.

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Batman & Robin Eternal possui bastante potencial, e pretendo acompanha-la nessas 26 semanas, rezando para os deuses dos quadrinhos que nem Snyder nem Tynion IV percam a mão em seu desenvolvimento.

  • Shirou Quinzel

    Realmente gostei da HQ. Boa análise 😀

  • Murilo Fernando

    “Batman & Robin Eternal possui bastante potencial.” O filme do Lanterna Verde também tinha.

  • Fake do Luiz

    Já ia falar, ”essa merda é do jim lee” , mas li a matéria e trabalhar com prazos apertados não é bacana, enfim essa mensal como muitas outras do batman, vai demorar muito para engrenar ( se isso acontecer), outro problema é o snyder, o cara não tem capacidade de fazer uma história sem criar polêmica, e o pior ele volta com o rabo abandando e deixa tudo do jeito que ele mexeu, é um tanto quanto covarde isso, se é pra fazer merda, que deixe ela lá.

  • Thiago Christofoletti

    qdo essa belezoca vem pro brasil??