Nova revista da Liga da Justiça traz pistas sobre o futuro do Universo DC

Justice League of America: Rebirth #1 nos traz uma nova formação para a super-equipe de heróis do Universo DC: a Liga da Justiça da América, que dessa vez é composta por Batman, Canário Negro, Átomo, Vixen, Ray, Nevasca e Lobo. Todavia, o roteirista Steve Orlando nos deu apenas uma introdução básica nesse one-shot especial, fornecendo alguns vislumbres do que veremos nos próximos meses no Universo DC.

No final dos anos 1990, Grant Morrison transformou a LJA no equivalente ao panteão grego do Monte Olimpo. Morrison levou essa analogia à extremos, conectando cada membro da equipe à uma dessas divindades. Embora nenhuma outra versão da Liga da Justiça tenha exposto essas semelhanças, a ideia de que a Liga da Justiça é composta por deuses foi mantida, num forte contraste com os heróis linha B e C que fizeram parte da equipe antes dessa reformulação.

Agora durante o Rebirth, Steve Orlando está ignorando essa característica da equipe para dar uma razão fundamental para a nova Liga da Justiça da América existir. “Eu comecei algo novo”, explica Batman. “Uma equipe diferente. Mortal. Sem deuses”. É um contraste com a Liga da Justiça de Bryan Hitch, que opera em um nível ligeiramente diferente. Segundo Batman, o mundo precisa de heróis nos quais as pessoas possam se identificar e que as inspirem a serem heróis. Isso é uma consequência direta dos eventos de DC Universe: Rebirth #1, com ênfase na volta da esperança para o Universo DC.

Seguindo a ideia de que a equipe será mais humana e cotidiana, a nova Liga da Justiça terá sua base de operações numa caverna em Happy Harbor, Rhode Island. Esse foi o QG original da Liga da Justiça, quando a equipe foi criada durante os anos 1960 – chamado muitas vezes na época de Santuário Secreto.

O final de Justice League of America: Rebirth #1 apresenta um formato diferente na forma da DC Comics apresenta suas histórias futuras. Steve Orlando nos apresentou quatro painéis com prováveis histórias que virão nas páginas de LJA, e embora esses painéis pareçam apenas simples propaganda, eles nos dão várias dicas do que virá no futuro do Universo DC.

O primeiro painel mostra Lobo e Ray brigando, com Lobo proferindo xingamentos. Talvez isso possa indicar que em algum momento Lobo – que é o membro menos confiável da equipe – vai entrar em conflito com os outros membros da Liga. Mas será exatamente isso o que estamos vendo aqui? Quando Lobo e Batman visitam o Átomo, Lobo reconheceu que Ryan Choi é brilhante; embora tenha brincado com os equipamentos tecnológicos do laboratório do jovem, o czarniano ficou impressionado com as fórmulas escritas em um quadro negro. Essa encarnação do Lobo não parece ser tão babaca quanto suas anteriores. Embora o espírito e a atitude do personagem ainda existam, agora ele também possui inteligência. Então Lobo estaria realmente brigando com Ray ou apenas treinando-o?

O segundo painel nos mostra Nevasca em meio à ruínas antigas enquanto uma figura quase invisível a adverte que a vida da personagem depende de uma escolha impossível. Tudo o que podemos falar desse misterioso personagem é que ele possui uma mão humana, usa vestes vermelhas e usa algum tipo de corrente. O orador chama Nevasca de “irmã”, então quem poderia ser? As ruínas insinuam um ambiente mitológico, que poderia ser algo envolvendo a mitologia da Mulher-Maravilha. Mesmo que o personagem desconhecido seja novo ou antigo, o diálogo inclina que esse personagem pode sentir o futuro.

O terceiro painel mostra Batman segurando um escudo com a palavra “liberdade” estampada na parte superior e um glifo de alguém com chapéu da era revolucionária no centro. O diálogo torna o orador irreconhecível, apenas afirmando que quem usou o escudo anteriormente morreu durante o processo. Em DC Universe: Rebirth #1 tivemos pistas claras de que a Sociedade da Justiça da América pode retornar a qualquer momento para a continuidade da DC Comics. O escudo poderia ser uma relíquia dos primeiros dias da SJA, e a palavra “liberdade” poderia ser uma referência à heroína Liberty Belle. A versão original da personagem foi criada em 1942 e fazia parte do All-Star Squadron, todavia, não existem motivos para que suas origens sejam modificadas retroativamente.

O quarto e último painel mostra Ryan Choi finalmente encontrando Ray Palmer. O curioso é o uniforme que Palmer está vestindo, que lembra uma versão moderna das vestimentas usadas por mosqueteiros. Se o personagem em questão for realmente o Átomo original, fica impossível não relacionar essa aparição com a minissérie Sword of the Atom (A Espada do Átomo, numa tradução livre – já que a história nunca saiu no Brasil), de Jan Strnad e Gil Kane. Nessa história, o personagem é jogado em aventuras típicas dos quadrinhos do Conan.

Com Justice League of America #1 chegando às bancas no final de fevereiro, não demorará muito até esses painéis se tornarem presente. Steve Orlando está deliberadamente provocando os leitores com o que está por vir.

  • Dexter Taturanah

    ué o cara falando com a nevasca parece o destino dos perpétuos ,e ate que faz sentido pq a nevasca ta a cara da delírio .

    • David Pinheiro

      Kkkkk quase 20 dias depois!

  • Neo

    Desde quando o Lobo inspira esperança? kk

  • O Homem do QI200

    Sério, apesar de não estar animado pra acompanhar essa HQ, espero que seja boa, a única coisa que me interessou mesmo foi sobre a SJA (minha liga preferida), ou seja, qualquer coisa que mencionar ela, já fico doidão pra saber. Aliás alguem sabe quando vai começar a sair a HQ solo da SJA?

    • Neo

      Nenhuma previsão até agora.