Editores da DC Comics falam sobre o Rebirth

DC Universe: Rebirth #1 chega às bancas na próxima quarta-feira, prometendo grandes mudanças para o Universo DC. A DC não vai apenas relançar a maioria dos seus títulos a partir da edição #1, tentando obter atenção de novos e antigos leitores, mas também vai iniciar uma frequência de lançamento bimensal, expandindo os times de artistas e roteiristas. O marketing do Rebirth diz que “algo está faltando” no Universo DC d’Os Novos 52. O reboot de 2011 trouxe várias mudanças para os heróis da editora, tornando-os mais jovens e menos experientes, e eleminando vários conceitos bem quistos pelos fãs, como o legado.

Dan DiDio e Jim Lee, co-editores da DC Comics, deram uma entrevista para o site Newsarama, comentando as mudanças e as expectativas para o Rebirth. Parte da entrevista você pode conferir abaixo.

Com Rebirth sendo um evento de mudança de status quo, vocês sentiram que Os Novos 52 precisavam seguir em frente?

Jim Lee: Rebirth é tão empolgante quanto Os Novos 52 foram, que não incorporou certos elementos que eram muito únicos e identificáveis da DC. Eu penso que ao longo dos anos, conforme seguimos em frente com Os Novos 52, nós percebemos que estávamos perdendo uma oportunidade negligenciando coisas como legado e gerações, coisas que eram marcas do Universo DC. Geoff Johns veio com essa história brilhante, que basicamente nos permitia estabelecer Os Novos 52 sem a continuidade que os precedia. Rebirth sincroniza e harmoniza o pré-Novos 52 com a continuidade Novos 52 de forma elegante. Fãs de longa data poderão aproveitar também, e acho que todos os novos fãs que ganhamos com Os Novos 52 vão entender que o universo continua a crescer e evoluir.

Dan DiDio: Sabe, como um plano abrangente, foi realmente sobre tentar achar modos de alinhar todas essas histórias, e trazer algum tipo de harmonia. É como se nós tivéssemos esses começos e fins no Universo DC, mas é tudo em um universo contínuo, que sempre segue adiante.

Falando desses começos e fins, vamos falar sobre Convergência, que teve um fim surpreendente, onde Crise Nas Infinitas Terras foi basicamente apagada da história atual. Isso eliminou um dos momentos mais conhecidos da história da DC. Quão importante foi manter as portas abertas para Rebirth? Vocês estavam não apenas tentando essa ideia de eliminar os “começos e fins” mas também preparando o terreno para potenciais personagens e conceitos pós-Crise no mercado atual?

Dan DiDio: O que Rebirth está realmente fazendo é trazer os personagens de volta às raízes. Nós exploramos um pouco isso em Convergence. Nós voltamos para períodos de tempo que as pessoas lembram com bastante carinho. Mas aqui, o que estamos realmente fazendo é extrair o que achamos que são grandes características, ou a essência desses personagens, e fazendo isso, realmente achando uma maneira de conectar quantos fãs forem possíveis da DC.

Muitas pessoas ficaram empolgadas com Crise Infinita, 52 e o evento que se seguiu, Um Ano Depois. Não havia um tom disso nos Novos 52. Vocês pensam em manter esse clima, conforme vocês avancem no Rebirth?

Dan DiDio: O que nós faremos é trabalhar personagem por personagem, edição por edição. Parte do que estamos fazendo é tentar restabelecer o status quo. Você mencionou antes eventos de alterações de continuidade, tempo, Terra e personagem de novo e de novo. O problema é isso, conforme você continua mudando coisas tão frequentemente, você mais e mais remove o núcleo do que faz o personagem grande. Isso é quase um recomeço. Estamos voltando para o básico dos personagens novamente. Não é uma reinvenção. Não é um reboot.

Vocês mencionaram o papel de Geoff Johns nisso. Mas Johns não está escrevendo nenhuma revista para o Rebirth depois do one-shot inicial. Qual será o papel dele agora?