Dark Nights: Metal – The Murder Machine

Seguindo a série de one-shots especiais de Dark Nights: Metal, Batman: The Murder Machine #1 – escrito por Frank Tieri e James Tynion IV com arte de Riccardo Federici – apresenta uma nova abordagem e nos entrega a origem de mais um Cavaleiro das Trevas do Multiverso Sombrio, explorando a importância do conceito de família tanto para Batman quanto para Cyborg.

Na Terra-44 do Multiverso Sombrio, Alfred é brutalmente espancado e morto por Bane e outros membros da galeria de vilões do Batman. O Batman deste mundo parece ter um vínculo mais próximo com Alfred do que as encarnações mais famosas do personagem, o que levou Bruce Wayne a criar uma inteligência artificial baseada na mente de Alfred. Com a ajuda de Cyborg, Bruce criou a AI chamada Protocolo Alfred, que rapidamente se reproduziu assumindo uma missão autoconsciente de matar todos os inimigos do Cavaleiro das Trevas, numa interpretação deturpada da preocupação de Alfred com Bruce e seu anseio de protegê-lo.

Em um esforço para impedir o ataque assassino da inteligência artificial, Bruce permite que Alfred tenha acesso ao sistema da Batcaverna e acaba sendo incorporado pelo Protocolo Alfred, que cria uma construção cibernética do Batman desprovida de emoção – uma Máquina Assassina. Quando Cyborg reúne a Liga da Justiça para combater Batman, todos os heróis são derrotados, com Cyborg sendo assassinado pela própria máquina que ajudou a criar.

A Máquina Assassina, portanto, não é exatamente uma fusão entre Batman e Cyborg. Ao invés disso, essa versão corrompida do Batman é mais um amálgama entre Bruce e Alfred, com Victor Stone desempenhando um papel indireto na sua criação. Após sua apresentação inicial, muitos de nós achamos que os Cavaleiros das Trevas fossem algum tipo de combinação alternativa entre Batman e algum outro personagem da DC. Essa noção foi confirmada em Batman: The Red Death #1, quando Batman e Flash se fundiram na Força de Aceleração, criando o Morte Vermelha, mas o que foi mostrado em Murder Machine levanta a possibilidade dos outros cinco Cavaleiros das Trevas restantes serem entidades ainda mais exclusivas do que uma simples assimilação entre dois personagens diferentes.

De fato, a fusão entre duas mentalidades particulares resulta em uma criação assassina, o que é uma ideia muito mais convincente do que uma simples fusão entre heróis. O Bruce Wayne da Terra-44 do Multiverso Sombrio é uma das versões do Batman que sofreu a morte de seu pai duas vezes. A primeira perda definiu sua existência como Batman, enquanto a segunda perda o fez deixar de lado seus princípios morais. Essas histórias distorcidas resultam em um desfecho sombrio, ressaltando o nível de corrupção do Multiverso Sombrio.

O Batman Que Ri menciona que o metal no corpo de Cyborg pode ser uma potencial arma contra os Cavaleiros das Trevas. Outros artefatos metálicos dentro do Universo DC já mostraram ter um significado maior do que o imaginado, com a inferência sobre o metal do Cyborg sendo uma continuação lógica dessas revelações passadas. O pai de Victor, que desempenhou um importante papel na criação do Cyborg, pode se tornar de grande importância na luta contra o Multiverso Sombrio no decorrer dos eventos de Dark Nights: Metal.

O próximo Batman maligno a ser explorado será The Dawnbreaker, que terá seu one-shot lançado em 4 de outubro. Dark Nights: Metal #3 tem data de lançamento marcada para 11 de outubro.

  • O Homem do Amanha

    Algo que me deixa na dúvida, esse Multiverso Sombrio faz parte do mapa do Multiverso criado por Grant Morrison ou isso é algo que ainda vai ser criado ou vai fazer parte do mapa depois?

    • Eduardo Faria Guimarães

      Não.é outro Multiverso,não é o mesmo do Morrison.

    • Jonas Matheus Sardena Peres

      Aqui entra a explicação da Shiera, o multiverso sombrio seria a parte de trás de um mapa, então ele não fará parte do mapa. E o que se entendeu até agora que esse multiverso se formou de terras destruidas durante a crise nas infinitas terras