Batman entra em missão suicida para salvar Gotham Girl

Nesse epílogo do arco Eu sou Gotham (I am Gotham, no original), Tom King e Ivan Reis mostraram um lado mais suave do Batman, enquanto também nos mostraram o quão duro ele pode ser quando é necessário.

Depois do Pirata Psíquico, sob controle de Hugo Strange, ter brincado com as mentes dos novos super-heróis – e irmãos – Gotham e Gotham Girl, Gotham iniciou uma onda de violência pela cidade. Eventualmente, o Morcego usou a fraqueza de Gotham contra ele mesmo, com o herói morrendo nos braços de sua irmã após ela o ter impedido de matar o Batman.

Como King e o artista David Finch vinham mostrando desde o início do arco, o Batman sente uma grande responsabilidade sobre esses heróis, cuja origem também envolve a morte de ambos os pais; um senso de responsabilidade que só aumenta após a morte do Gotham. Seguindo a história, Batman #6 mostra como Gotham Girl, ainda afetada pela influência do Pirata Psíquico, continua sua cruzada pela defesa de Gotham City em troca de sua vida.

A primeira metade da história mostra Gotham Girl lutando contra vilões menores, como o Homem Pipa, e fazendo da cidade um lugar mais seguro enquanto conversa com seu irmão morto. Quando o Batman a encontra, ele a oferece ajuda. Após a recusa de Gotham Girl, Batman pede conselhos ao Alfred para ajudar alguém em luto, mas o mordomo ironiza e o lembra do jovem Bruce, que decidiu se vestir de morcego e combater o crime: “O senhor acha mesmo que eu o ajudei?”.

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Na noite seguinte, Batman tenta uma nova tática, pedindo ajuda à Gotham Girl e explicando o motivo dele estar protegendo a cidade. Então ele tira a máscara e fala sobre a noite em que seus pais foram mortos, revelando que ainda chegou a falar com sua mãe depois de morta.

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Mesmo após o Batman – ou Bruce Wayne – ter confortado a Gotham Girl, sua missão ainda não havia sido concluída. Ele precisa do Pirata Psíquico para curar o estrago causado na mente da heroína. Mas parece que o Pirata está agora sob o controle de Bane, e capturá-lo não será uma tarefa fácil.

E é assim que o Batman criará o seu próprio Esquadrão Suicida.

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A questão que nos intriga é como a missão do Batman com a Força-Tarefa X de Amanda Waller está relacionada com a narração de Gotham Girl no fim da edição anterior. No clímax de sua luta com Gotham, ela diz, em algum ponto futuro: “Depois de Bruce ter feito o que fez, depois de ter morrido do jeito que morreu… Depois que eu… Depois que eu o matei, quero dizer”. Ela também sugere que “a origem de Gotham Girl” é sinônimo de “morte do Batman”. Pedaços significantes de sua origem já foram apresentados, incluindo a morte de seu irmão. Se a narração dela é de confiança, o final dessa edição indica que esses eventos acontecerão mais cedo do que tarde.

A trama de Batman em busca do Pirata Psíquico continua em Batman #9, com o início do arco Eu sou Suicídio.