Anotações do Rebirth – Dark Nights: Metal #2

A edição deste mês de Dark Nights: Metal se aprofundou ainda mais na continuidade do Universo DC, entregando mais uma série de referências e easter-eggs que iremos dissecar aqui.

A interferência de Krona

No início da edição, Carter Hall reconta a clássica origem do Multiverso DC, apresentada originalmente em Green Lantern #40 (1965). Na história de John BroomeGil Kane, descobrimos que um cientista do planeta Oa chamado Krona, contra a vontade de seus companheiros, criou um observador temporal que o permitiria assistir à origem do Universo. Consequentemente, o observador lhe mostrou uma mão gigante criando galáxias inteiras por toda extensão do cosmos. No entanto, a invenção de Krona desencadeou o mal no universo, e os habitantes de Oa – sentindo-se responsáveis – deram início à criação de forças policiais galácticas para combater tal mal.

Quando Marv Wofman, George Pérez e Jerry Ordway revisitaram essa história durante Crise nas Infinitas Terras, os efeitos verdadeiros ocasionados pelo experimento de Krona se tornaram mais claros. Ao observar pessoalmente os primeiros momentos da criação do tudo, de alguma forma, ele também criou o Multiverso de matéria positiva infinita, o universo singular de Antimatéria e seus avatares, o Monitor e o Antimonitor, respectivamente.

Tendo passado os próximos 20 anos sem ser utilizado, o conceito dos Monitores – agora no plural – foi novamente reutilizado em Crise Final, e o último dos monitores, Nix Uotan, apareceu recentemente em The Multiversity, de Grant Morrison. Já o Antimonitor foi mais explorado em algumas histórias escritas por Geoff Johns, como Guerra dos Anéis, Noite Mais Densa e Darkseid War.

Metais e Legião do Mal

Já falamos sobre o Electrum (usado pela Corte das Corujas), o Dionesium (usado pelo Coringa) e o Metal Enésimo, mas ainda não entramos em maiores detalhes sobre o Promethium – ou Promécio, como é conhecido aqui no Brasil. Ele realmente é um elemento da tabela periódica (símbolo Pm, número atômico 61), mas no Universo DC, um outro Promethium fez história em New Teen Titans. De acordo com Wolfman e Pérez, o Promethium era uma fonte de energia regeneradora, sendo usado desde a construção de armaduras indestrutíveis à explosivos. Eventualmente, as partes mecânicas de Victor Stone foram reconstruídas com Promethium. O metal também foi usado no experimento que gerou o grupo de supervilões chamado Os Hibrídos. Desde então, foram encontrados diversos outros usos para o elemento.

Até onde podemos afirmar, não existe nenhuma localização real na Antártida chamada Finisterre, embora seja a localização da Nave da Destruição da Legião do Mal, significante herança heroica da década de 70. Dark Days: The Casting #1 mencionou treze imortais, incluindo Etrigan, Cain e Abel, Tio Sam, pelo menos um integrante do Parlamento das Árvores, Cavaleiro Andante, Vingador Fantasma, o Mago Shazam, Mary Seward e Ra’s Al Ghul. Agora, podemos adicionar Vandal Savage, mencionado nas anotações passadas, mas não visto até agora; assim como Morgana le Fay.

A Tumba dos Morcegos

O Vale dos Reis está localizado em frente à cidade de Luxor, no Egito – local conhecido por abrigar construções de tumbas para faraós no passado. Em contraste, a Grande Pirâmide de Gizé, onde Khufu está sepultado, fica a cerca de 640 km de distância. Além disso, Khufu viveu durante a Quarta Dinastia (cerca de 2560 a.C), enquanto o Vale dos Reis só foi usado pela realeza do Novo Reino entre a 18ª e 20ª Dinastia (1500-1000 a.C). Portanto, na falta de alguma explicação, Batman estava bastante longe.

Batman montando um dinossauro na edição #1 foi algo que serviu pra dar o tom da série, mas um Batman carregando o Bebê Darkseid em uma bolsa extrapola tal objetivo. De qualquer forma, ao fazê-lo, Metal se envolve com pelo menos uma das tramas de Darkseid War. A guerra entre Darkseid e Antimonitor acabou encurralando a versão maligna da Liga da Justiça da Terra-3, o Sindicato do Crime. Darkseid e Antimonitor morreram durante a guerra, mas Darkseid retornou. Na verdade, o Bebê Darkseid surgiu como o filho da Superwoman da Terra-3 (a versão maligna da Mulher-Maravilha) e de Mazahs (Alexander Luthor, a versão maligna do Shazam) e se tornou o Bebê Darkseid graças à influencia de Grail, filha de Darkseid. E acredite, essa é explicação mais simples que alguém poderia contar.

Quanto à maça do Gavião Negro já ter destruído Barbatos uma vez antes, durante a única vez em que ele andou pela Terra, nós estamos meio perdidos. Entretanto, uma vez que o Batman encontrou o diário de Carter Hall, talvez ele possa ter lido e encontrado algo que nos será mostrado futuramente.

Strigydae é uma referência para as Strigidae, o nome científico de uma família de pássaros conhecida como as “verdadeiras corujas”. A Tribo de Judas foi apresentada como sendo a forma primitiva da Corte das Corujas. Quanto ao destino do Batman, nós supomos que ele não esteja morto, mas apenas substituído por algumas contrapartes provenientes do Multiverso Sombrio. O final da edição revela os Cavaleiros das Trevas do Multiverso Sombrio. Sem dúvidas, iremos conhecê-los bem nos próximos meses. Eles aparentam ser versões do Batman fundidos perversamente com Mera/Aquaman, Apocalypse, Ciborgue, Coringa, Mulher-Maravilha, Flash e Lanterna Verde. Isso deixa a criatura encapuzada atrás deles como sendo o próprio Barbatos.

Escrito por Scott Snyder com arte de Greg Capullo, a invasão do Multiverso Sombrio continuará em Dark Nights: Metal #3, que tem data de lançamento marcada para 11 de outubro.