Análise d’Os Novos 52 – Garra

Das páginas de Batman, surge uma revista que dá aos leitores uma nova visão sobre a história de Gotham City através dos séculos. O reboot d’Os Novos 52 estabeleceu que a Família Wayne e muitos outros poderosos ergueram a cidade, mas ela evoluiu de uma forma muito mais sangrenta do que se imagina, com muitos mistérios ligados à Corte das Corujas. Comandada criativamente por Scott Snyder e James Tynion IV, Garra é um título que aborda todos esses aspectos, mas do ponto de vista de Calvin Rose, um ex-integrante do Circo Haley que foi capturado pela secreta organização para servir como um agente de combate.

Apesar do argumento interessante, sua execução não cumpre as expectativas ao afastar sua trama principal da proposta original, com Calvin se tornando um fugitivo da Corte e travando uma guerra contra a maligna organização, ao mesmo tempo que precisa proteger aqueles que ama. O roteiro – que, por ser de um spin-off, deveria magnetizar o leitor – não agrega diversão, tornando a história maçante com um personagem nem um pouco interessante que vai perdendo o que restou de sua essência.

Encerrando de forma desinteressante da mesma forma como se iniciou, Garra é um título que justifica a falta de necessidade de realização de spin-offs. Após 17 edições, o sentimento é que a história não se desenvolveu e o pouco que aconteceu não teve influência nenhuma na mitologia da DC Comics. O que é uma pena, visto o potencial que um personagem com o escopo de Calvin Rose poderia apresentar.

  • Monitor

    É só virou um representante da Corporação Batman agindo na própria América no final. Ainda o vemos estampado encontros da Batfamília, mas mais como uma figuração do que um próprio personagem relevante.

    • Joao Vitor Costa

      Exato, uma pena isso, porque o personagem tinha potencial pra se tornar interessante.