Análise d’Os Novos 52 – Espada da Feitiçaria: Ametista

Ametista é uma personagem que apareceu inicialmente no título da Legião dos Super-Heróis, em 1983. Criada por Dan Miskhin e Gary Cohn, a personagem no mesmo ano recebeu uma minissérie de 12 edições, onde teve uma mitologia criada e aprofundada. Após a Crise nas Infinitas Terras, a personagem a foi escrita por Keith Griffen e Mindy Newell, que tornaram a sua mitologia mais adulta e sombria. A partir de então, ela apenas apareceu esporadicamente em outras revistas. Somente com a iniciativa d’Os Novos 52 que Ametista receberia a oportunidade de estrelar novamente uma revista própria.

Em sua versão anterior, foi estabelecido que Ametista era a princesa de uma dimensão mágica chamada Mundo de Cristal. Na Terra, Ametista se chamava Amy Winston, uma garota comum que encontra uma joia púrpura que atrai monstros que acabam levando-a ao Mundo de Cristal. Como o tempo passa numa velocidade diferente no Mundo de Cristal, Amy se torna uma jovem mulher ao chegar ao mundo mágico. No Mundo de Cristal, os poderes mágicos são derivados de pedras preciosas e os reinos e seus governantes são nomeados baseado neles – Ametista, Topázio, Esmeralda, Pedra da Lua, Safira, Diamante, Rubi, Opala, Granada, Sardônico, Turquesa e Água-Marinha. Lá, ela enfrenta várias ameaças, como Sardônico, o Senhor das Serpentes, e Opala Negra, o ditador do Mundo de Cristal.

Em 2012, Ametista e seu universo foram reintroduzidos durante Os Novos 52 na revista Espada da Feitiçaria: Ametista (Sword of Sorcery, no original), escrita por Christy Marx com desenhos de Aaron Lopresti.

Nesta nova versão, Amy foi criada pela sua mãe, que a preparou para lutar contra sua tia, que almejava obter o poder da família Ametista a qualquer custo. Por viajar constantemente, Amy se tornou uma solitária entre seu grupo de adolescentes. Ao completar 17 anos, ela se viu pronta para poder usar o poder da família Ametista, e junto à mãe, retornam à Nilaa para lutarem por seu lar e por justiça. O roteiro de Christy Marx é ágil e competente, apresentando a nova mitologia da personagem – que não se diferencia muito da original – e aprofundando seu universo mágico em um ambiente cheio de intrigas.

Em umas das edições da revista temos até a participação do mago Constantine, e apesar de ser um cameo desnecessário, na época pavimentou o caminho de Ametista rumo à Liga da Justiça Sombria.

Espada da Feitiçaria: Ametista foi um título com bastante potencial – ele tinha uma protagonista forte e uma rica mitologia -, mas sofreu com a falta de apelo ao público. No mar turbulento de publicações que foi o reboot d’Os Novos 52, essa pequena joia acabou se perdendo, sendo cancelada em sua oitava edição. Foi uma tentativa da DC de diversificar seus títulos mágicos, infelizmente não dando muito certo. Ainda assim, ficamos com um trabalho competente que apresentou a princesa Ametista para as novas gerações.