Análise d’Os Novos 52 – Canário Negro

Depois de algumas experiências ruins no título das Aves de Rapina, a nossa passarinha ganhou um título solo e uma banda de rock pelas mãos de Brenden Fletcher, Annie Wu e Lee Loughridge. Sem muitas explicações, somos jogados em uma trama na qual Canário Negro é uma vocalista de uma banda de rock e sempre se envolve em brigas que acabam com muita violência. Ninguém sabe nada sobre seu passado, apenas que ela possui uma voz muito potente.

Por mais que Dinah tente ficar longe dos problemas e confusões, parece que eles a perseguem, não só a ela, mas também à pequena Ditto, guitarrista da banda. Agora enquanto viajam pelos Estados Unidos em turnê, terão que lidar com os monstros que tentam capturar a jovem guitarrista e Dinah parece ser a mais preparada para protegê-la. Enquanto o mistério acerca de Ditto se desenrola, a banda de rock passa por conflitos importantes para o amadurecimento de sua relação.

Com o passar das edições o roteiro começa a se desenvolver melhor, principalmente ao explorar outros personagens do Universo DC, como Vixen e Batgirl. Com a evolução da história, elementos da reconstrução da personagem são incluídos, como o ex-marido da heroína, Kurt Lance. E alguns aspectos esclarecidos, como por exemplo, a história da personagem, algo que até então era um mistério.

O roteiro é consistente em alguns pontos. Brenden Fletcher – que já havia utilizado uma fórmula parecida no título da Batgirl – se esforça ao máximo para entregar uma história envolvente e mesclar a nova visão da personagem junto com os elementos das edições de Aves de Rapina. Temos uma Canário protagonista e que finalmente tem seu talento aproveitado. Contudo, muito suspense é deixado na história e muitas dúvidas levantadas acabam sem resposta.

Depois da confusão que foi o título das Aves de Rapina e a bagunça que fizeram na reconstrução da Canário Negro, ela fazer parte de uma banda, ter uma mini guitarrista com poderes e ser perseguida por criaturas sobrenaturais não soa tão ruim assim. Para essa nossa heroína duramente viajada tenho certeza que as meias arrastão já viram tempos melhores, mas que esses não são também, dos piores.

Pra quem curte uma pegada bem pop e alternativa, a fase pode valer a pena. Todavia, quem prefere o clássico pode não aproveitar essa fase, e pode se sentir a vontade para pular direto para o Rebirth.